Combatendo a Dengue: Boas Práticas para Síndicos na Prevenção em Condomínios

 

A dengue é uma doença séria transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e a prevenção se torna crucial diante dos aumentos de casos, principalmente em ambientes coletivos como condomínios. Neste conjunto de boas práticas, abordaremos estratégias eficazes para prevenir a dengue em condomínios.

 

  1. Conscientização e Educação:


Inicie uma campanha de conscientização sobre a dengue no condomínio. Comunique-se regularmente com os moradores por meio de comunicados, reuniões ou murais informativos. Forneça informações sobre os sintomas da doença, métodos de prevenção e a importância da participação de todos.

 

  1. Inspeção Regular das Áreas Comuns:


Realize inspeções frequentes nas áreas comuns do condomínio para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Inclua o zelador nesse processo, orientando-o sobre a identificação de pontos de água parada.

 

  1. Manutenção de Jardins e Áreas Verdes:


Mantenha os jardins e áreas verdes do condomínio bem cuidados. Remova recipientes que possam acumular água, como pratinhos de vasos, pneus velhos e garrafas. Estimule práticas de jardinagem que minimizem o acúmulo de água e a proliferação de mosquitos.

 

  1. Parceria com Empresas de Controle de Pragas:

    Considere estabelecer parcerias com empresas especializadas em controle de pragas. Programas de controle regular podem ajudar a monitorar e eliminar possíveis focos de mosquitos, contribuindo significativamente para a prevenção da dengue no condomínio. Certifique-se de verificar se as empresas de controle de pragas atuam de acordo com as práticas recomendadas.

 

  1. Envolvimento da Comunidade:

    Incentive a participação ativa dos moradores na prevenção da dengue. Promova ações de limpeza coletiva, mutirões de combate ao mosquito e eventos educativos. Quanto maior for o engajamento da comunidade, mais eficaz será a prevenção.

 

  1. Monitoramento de Casos Suspeitos:


Mantenha um canal de comunicação aberto para relatos de casos suspeitos de dengue. Encoraje os moradores a notificarem rapidamente qualquer sintoma, facilitando a tomada de providências imediatas para evitar a propagação da doença.

 

Ao adotar essas boas práticas de prevenção, os síndicos podem desempenhar um papel proativo na proteção da comunidade contra a dengue. A colaboração de todos os moradores é essencial para garantir um ambiente seguro e saudável no condomínio. Lembre-se, a prevenção é a chave para manter a dengue longe de nossas casas.

 

Alexandre Carvalho

Possui graduação em Administração de Empresas (CRA-PR 29065) e pós-graduado em MBA Executivo em Gestão de Marketing. Membro da Câmara de Gestão de Condomínios do CRA-PR, Professor de Curso de Síndico nas instituições: SENAC e SINPLIFICA. Sócio-Diretor na SINQ Administradora de Condomínios.

 

O mês dedicado às mulheres nos lembra da importância do papel que elas desempenham em diversos setores da sociedade. Nos condomínios residenciais e comerciais, as mulheres ocupam posições essenciais, como síndicas, zeladoras e auxiliares de serviços gerais, contribuindo significativamente para o funcionamento e a qualidade de vida dos moradores.

 

As síndicas, por exemplo, lideram e gerenciam eficientemente o condomínio, coordenando assembleias, garantindo o cumprimento das normas e regulamentos, e tomando decisões estratégicas para o bem-estar coletivo. Sua habilidade de gerenciamento e resolução de problemas promove a harmonia e resolve conflitos.

 

Já as zeladoras desempenham um papel crucial na manutenção e limpeza dos espaços comuns, assegurando que áreas como corredores, salões de festas, elevadores e garagens estejam sempre bem cuidados, proporcionando um ambiente agradável para todos.

 

As porteiras, na linha de frente, recebem os visitantes com um sorriso, enquanto monitoram atividades incomuns, mantendo um relacionamento cordial com os moradores e colaborando para o cumprimento das regras do condomínio.

 

Os auxiliares de serviços gerais, por sua vez, realizam uma variedade de tarefas, desde a manutenção de áreas verdes até pequenos reparos e instalações, garantindo o funcionamento eficiente de várias instalações do condomínio e contribuindo para o conforto e segurança dos moradores.

 

Neste Mês da Mulher, é fundamental reconhecer e valorizar o trabalho dedicado dessas mulheres nos condomínios, pois seu compromisso e profissionalismo são essenciais para criar espaços seguros, limpos e agradáveis para todos os moradores. É importante prestar homenagem a essas mulheres incríveis e reconhecer sua contribuição significativa para a comunidade condominial, começando pelo respeito e reconhecimento diários.

 

 

 

Angela Salvadori

Administradora com o CRA 24800, mestre em Educação, coordenadora da Comissão Especial de Condomínios do CRA. Sócia-Diretora da CMPremium - Administradora de Condomínios.

A transmissão de informações não está só facilitada, mas infinitamente mais veloz e volumosa. Milhões de cliques, acessos, compras e cadastros são realizados diariamente, e isso gera uma série de questões nunca tão visadas e discutidas como hoje: para onde vão esses dados? Quem armazena as minhas informações pessoais, e o que podem fazer com elas? Quais riscos corro ao fornecê-las a terceiros?

As administradoras de condomínio possuem uma base de dados gigante, coleta e transmite informações de condomínio e moradores para execução de seus trabalhos e para tanto precisa de assegurar que a coleta e trânsito destas informações acontece de forma segura. Essas informações (endereços de e-mail, senhas, conversas privadas, data de nascimento, fotos publicadas, “curtidas”, comentários e preferências nas redes sociais), em posse de agentes mal intencionados, são ilegalmente comercializadas, podendo, por exemplo, cair em mãos de empresas de análise de dados e comunicação estratégica, que conseguem facilmente categorizar a população e lhes vender produtos (ou ideias) específicos de acordo com seus gostos e opiniões. E por isso foi necessário regulamentar este trânsito de informações.

Surgiu então a Lei Geral de Proteção De Dados a Lei n.o 13.709 em 14 de agosto de 2018. Destinada a todos aqueles que coletam e transmitem dados. Esta lei traz algumas personalidade e se torna importante que a administradora entenda a suposição. Os dados pertencem ao titular, e o condomínio, na figura do síndico, é o Controlador (pessoa natural ou jurídica que toma as decisões referentes ao tratamento de dados), a administradora é apenas o agente de tratamento de dados pessoais, o Operador. Ainda, recomenda-se que cada empresa tenha o seu DPO, Data Protection Officer.

O segundo passo é a definição de “dado pessoal”, citando-se, por exemplo, o nome, apelido, fotos, endereço residencial, de e-mail e de IP. Temos também os “dados sensíveis”, como time de futebol, religião, preferência sexual, etc..

Quanto à coleta de dados que a administradora faz no dia a dia ou desde o início da contratação com o condomínio, a palavra-chave é consentimento ou base legal. Recomendamos que o elo de ligação e consentimento seja formado desde a eleição do síndico, para que estes tenham autorização dos moradores para coletar e transmitir seus dados nos interesses do condomínio. Assim, quando ele contrata a administradora já terá legitimidade para autorizar a coleta e transmissão de dados de todo condomínio. Qualquer mudança de finalidade ou repasse dos dados a terceiros exigirão novo consentimento, que poderá sempre ser revogado pelo titular.

A pessoa que fornece seus dados pode e tem o direito de saber as razões da coleta, se os seus dados serão compartilhados, como serão usados, onde serão armazenados, o que a condomínio vai fazer se estes dados vazarem e onde, ou com quem falar, se precisar apagar estes dados do sistema do condomínio e de seus colaboradores.

Sua administradora já treinou seus funcionários para saber responder estes questionamentos? Qualquer cidadão pode entrar em contato com o seu com a sua administradora, perguntar que dados possuem dele, saber como eles usam seus dados, quais as finalidades e ainda reverter estas finalidades, saber como a informação sobre ele foi conseguida e até solicitar que à esqueçam (apagar os dados).

E se os dados de algum condômino ou morador vazar? As punições variam entre condições que abalam a reputação da empresa publicamente, até multas variam de 2% do faturamento até 50 milhões POR OCORRÊNCIA!
Podendo ainda ter a suspensão da coleta de dados, a publicização da infração(o que abala sua imagem e reputação. Importante dizer que se ocorrer o vazamento de dados a administradora deve informar as autoridades deste vazamento, se tentar esconder a multa fica bem maior.

As estatísticas demonstram que o fator humano é o determinante no vazamento de informações. Desta forma, não basta investir em tecnologia, segurança, guardar os arquivos na “nuvem”, se a sua administradora não der o treinamento adequado aos funcionários que têm acesso a estes dados. A conscientização, através de treinamentos,
lembretes e políticas internas, das pessoas que representam sua empresa é o investimento mais seguro no cumprimento da lei.

Dicas para as administradora de condomínio:

1 – coletar somente os dados estritamente necessário;
2 – ter o consentimento ou base legal para a coleta;
3 - Identificar os dados que tem acesso e limitar ao fundamental;
4 – cuidar do armazenamento dos dados para não vazar, investindo em softwares de segurança, por exemplo;
5 – treinar as pessoas que têm acesso a estas informações, mostra a importância do cuidado com os dados que elas detém, as políticas do local onde ela trabalha e as consequências da lei no caso de um vazamento de dados;
6 –limitar o acesso e a forma do trânsito de informações (somente por email – whats não é rastreável) – usar meios rastreáveis e de localização rápida, caso precise apagar;
7 – ter uma política de descarte das informações que possui – por quanto tempo preciso guardar os documentos do condomínio? Por quanto tempo tenho que guardar os documentos do RH?
8 – assegurar-se que as empresas que você contratar para prestar serviço tem políticas de LGPD, fazer constar no contrato. Você não sabe quanto tempo o prestador de serviço vai ficar dentro do seu condomínio e o que ele vai escutar/ver lá dentro.

 

DRA DEBORA NUNES CAMAROSKI

OAB/PR 45.056

SÓCIA DA CMBAIAK & ADVOGADOS ASSOCIADOS

 

O mês de novembro é uma data importante para a comunidade condominial, pois no dia 30 festeja-se o “DIA DO SÍNDICO(A)”, responsável por administrar o condomínio com todas suas dores e alegrias.

Frequentemente síndicos (as) são chamados a atender moradores em horários que seriam destinados ao descanso, como por exemplo: após o encerramento do expediente administrativo, horário de refeições, finais de semana e feriados.

Há convenções e regimentos internos que estipulam esses horários, porém, quando silentes, é recomendável estabelecer os horários e formas de atendimento.

Mas afinal, o síndico(a) deve estar sempre a disposição para responder prontamente os moradores?

Definitivamente não! E não significa dizer falha na prestação de serviços a coletividade condominial, pois há assuntos que demandam determinada urgência e outros não, em sua grande maioria os assuntos levados a administração não são urgentes e, podem sim, ter um tempo mínimo para resposta e busca de solução.

O imediatismo da sociedade atual vem pressionando o ser humano para as respostas rápidas, mesmo quando não são possíveis, em condomínio podemos observar essa necessidade de retorno imediato e, quando há uma pretensa demora, o morador se frusta e muitas vezes inicia um movimento de reclamação, em alguns momentos sem fundamento, meramente amparado no desejo individual de resposta.

Como fazer para o condômino entender que o síndico (a) não é obrigado a estar disponível 24 horas por dia?

Definindo regras, prazos e limites, bem como, estabelecendo junto a coletividade o que é um assunto que demanda urgência ou não, um incêndio que está a destruir uma unidade pode ser considerado um assunto urgente, por outro lado, a reserva de um espaço em cima da hora, só ficou urgente porque não foi realizado com a antecedência devida, por isso é importante estabelecer critérios.

Tão importante para uma boa gestão são os períodos de descanso daqueles que representam a coletividade, os tempos de lazer e descanso são fundamentais para a saúde física e emocional desses gestores que nessa época já estão no limite do seu trabalho.

Por isso, nesse mês de comemoração, é fundamental lembrar dos períodos de lazer e descanso e aproveitar os períodos de ócio criativo, conceito deixado pelo saudoso sociólogo italiano Domenico De Masi e tão importante para a realidade que vivenciamos.

Feliz Dia do Síndico(a)!

Juliana do Rocio Vieira – OAB/PR 43.458
Advogada - Especialista em Direito Condominial

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